segunda-feira, 11 de junho de 2012

Deixa nosso amor morrer não vai ;(

 
No meio dos meus planos de superação, minhas falas ensaiadas e minhas tantas loucuras, apareceu você. Sentei pra descansar de mim e, quando olhei, você já tava do meu lado. Não quis mais levantar. Eu pensei em agendar uma hora pra ser imprevisível, mas você tava me desconcentrando, me desconcertando. Eu morria de vergonha e me sentia a vontade. Eu tinha medo e me sentia segura. Eu tava do avesso e com uma vontade estranha de ficar. E toda a minha falta de jeito é porque, ainda que eu queira, não sei fazer isso. Então facilita pra mim. Se eu ameaçar ir embora, me abraça. Se te der vontade de levantar, deita em mim. Não surta, não planeja, não bloqueia, não recua. A louca sou eu e tô aqui, quietinha. Não estraga.Não tenho mais pressa, tenho amor. Então vem e fica. Já esperei, já me doeu, já remei demais por nós dois, me dá um descanso. Me tá teu colo, só pra mim, sem hora pra ir embora. Me dá você. Eu disse que ia ser forte e ir até o fim por nós, e vou. Você só precisa fazer chegar nosso começo, me dar a mão. Não me deixa perder as forças, por favor. Não me deixa te perder.







sexta-feira, 8 de junho de 2012

Posso ate voltar a te amar, mas enquanto isso eu te ODEIO ;*



E foi assim meu conto de fadas ao avesso. Meu final infeliz. Nossa relação era ótima, ele era um príncipe, até resolver, num passe de mágicas, virar sapo e voltar pro brejo, sem mais nem menos. Foi assim, da forma mais covarde e egoísta possível, como se eu tivesse namorando um menino de cinco anos, nosso fim numa mensagem. Mas e eu, como me desencanto? Mesmo depois de toda essa molecagem, não te esqueço. Então me conta, como eu quebro esse feitiço? Como eu boto um fim nessa maldição de te querer tanto, mesmo após sua partida infantil? Na nossa história sobravam bruxas pra te tirar de mim, mas me faltava paciência e equilíbrio. Justo, porque você não botava limites nessa gente contra a gente e eu fui, aos poucos, chegando no meu limite. Então isso é tudo que você tem pra me dizer? Que eu sou louca? Isso nunca foi nenhum segredo. Sou desequilibrada e vivo andando em cordas bambas, ser princesa também não é nada fácil, então tudo bem, sou louca, eu sei. Mas não esquece que eu também sou. Assim, sem complementos. Sou muito, sou tudo. Hoje sou alguém cheia de saudade de um menino. Amanhã, quem sabe, eu seja seu maior arrependimento. E com sapo, veja bem, não tem negociação. Não beijo, não engulo, não quero como animal de estimação. Eu sou, eu fui.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Lembra do nosso primeiro pórre?





Ele me entende, ás vezes até mais que eu. E atura minhas loucuras, minhas crises, meu peso. Atura sorrindo e me fazendo sorrir, só porque ficar do meu lado é bom, independente do meu humor. Quando eu penso em desistir, ele me carrega no colo. Quando eu acho que não posso mais aguentar e quero sumir do mundo, ele me conta uma piada e me faz sentir leve outra vez. Só ele consegue, acho que é um superpoder. Imagina se mais alguém conseguiria botar um sorriso no meu rosto, quando já tô pronta pra chorar. Quem mais consegue segurar meu mundo, sem nem fazer esforço? Só ele suporta minhas neuroses com tranquilidade, porque a gente sempre acaba rindo do quanto eu sou paranóica e criativa. Rindo do quanto a gente sabe tanto um do outro, que quase somos um só. Eu queria ficar no abraço dele pra sempre, nessa sensação de proteção, meu porto seguro. Queria cuidar dos arranhões dele, antes mesmo de surgirem. Queria evitar qualquer dor que pudesse chegar até a ele, explicar pra cada pessoa nesse mundo o quanto ele é incrível e especial e fazê-las prometer que nunca vão magoá-lo. Não sei, quando a gente tá junto não existe tempo ou problemas. A gente se ama e eu morro de medo de estragar a coisa mais linda da minha vida. Agora eu te pergunto, você conseguiria manter só uma amizade, com a melhor pessoa do mundo? Pois é, nem eu. Meu melhor amigo. Quem sabe um dia, meu melhor amor. Meu melhor. Meu.

domingo, 3 de junho de 2012

Mais um idiota na minha vida

OlhaVou te contar, foi difícil. Precisei revirar minha vida, pra te transferir pro quartinho de empregada. Me mudei por completo, por fora, cabelo, unha, roupa. Por dentro, jeito, pensamentos, coração. Precisei de outros caras andando pela casa e me enjoando, até um dia, um deles me fazer rir. Como você nunca tinha feito. E depois outro e você foi deixando de fazer falta. Só não quero que você me culpe. Sou outra, porque você me transformou, porque foi preciso. A mesma ia continuar sendo sua, de corpo e alma presa num nada. Você nunca foi embora, mas também nunca ficou. Pensava em mim, mas nunca se importou de verdade, nunca se esforçou pra dar certo. Sua ausência já me feriu muito, me fez pensar que eu nunca ia conseguir de fato partir e aceitar uma ausência definitiva. Mas hoje já não me importa, porque tua presença não compensa os dias de espera. Porque seu telefonema não me dá frio na barriga e sua voz não me deixa mais sem chão. Eu fechei meus olhos pro mundo pra só enxergar você e fiquei cega por muito tempo. Mas depois de olhar o mundo de novo, você já não tem mais cor, não se destaca. E tudo isso foi culpa sua, obrigada. Tantos conselhos de amiga que eu engoli pra continuar de olhos fechados, mas é assim, não é? Era você quem tinha que me fazer desistir, mais ninguém. E tá feito, tô feliz, sou outra e sou minha. Aprendi contigo mais do que havia aprendido toda a minha vida, voltei a ser minha com a mesma intensidade que fui sua um dia. Precisei de mil textos sobre você, distribuir essa loucura em linhas e hoje, vim te encerrar com as mesmas linhas que te deram início, continuidade e, agora, fim.